segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CNH quando? - Parte II

O Ministério Público Estadual,em reportagem na televisão,disse que tomaria medidas judiciais cabíveis com o intúito de obrigar o governo do Estado a reativar a junta-médica.Mas até o momento continua tudo na mesma. O absurdo persiste.Mas diante de uma câmera de tv,todo mundo "faz e acontece".Já na prática...                   
Pessoas com deficiência em ALAGOAS estão impedidas de tirar a CNH porque o Detran está sem junta-médica e o governo diz que não há previsão para resolver o problema.UMA VERGONHA!E quem são os prejudicados?

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Avaliação da cadeira de rodas Ottobock Ventus.





                          Especificações relacionadas a cadeira com a configuração personalizada de fábrica:

- Modelo Ventus da marca alemã Ottobock.
- Monobloco: encosto dobrável sob assento e rodas removíveis.
- Cor vermelho metálico.
- Rodas Spinergy LX 24"(opcional)
- Pneus Schwalbe Rigth Run
- Rodas dianteiras maciças de 5".
- 85 graus no ângulo de inclinação do quadro frontal.
- 2" no fechamento frontal do quadro.
- Freios tipo curto (opcional).
- Protetores de roupa sem abas ,escamoteável com fechamento dobrável para dentro do encosto.
- Estofamento do encosto e assento com faixas de tensão que podem ser reguladas para evitar  laceamento/ceder com peso e tempo de uso(opcional).
- Punhos dobráveis(opcional).
- Pedal do tipo plataforma com regulagem no ângulo de inclinação e avanço.
- Assento 40 X 40 cm (L x P).
- Encosto 35 cm (A)

OBS. Os seguintes itens não fazem parte da configuração do fabricante:
  • Pneus Schwalbe Right Run vermelhos (vem de fábrica o mesmo pneu na cor cinza).
  • Protetores  de quadro frontais da marca Cadeira Fashion.
  • Pochete abaixo do assento.
  • Revestimento emborrachado no aro de impulsão.
  • Frisos nas bordas dos protetores de roupas.
  • Velcros laterais no assento para fixar almofada.
  • Protetor de quadro na barra traseira do encosto.



                Em 2012 a Ottobock lançou no mercado a cadeira de rodas modelo Ventus.

          Como moro longe dos grandes centros que comercializam a mesma no Brasil,através da internet fiz pesquisas para conhecê-la melhor.Busquei informações no próprio site do fabricante,e com alguns poucos usuários brasileiros,já que se trata de um produto novo.Levei meses colhendo informações e montando um verdadeiro "quebra-cabeças" antes de adquiri-la,pois quando não se pode fazer um test-drive,o risco de comprar uma cadeira de rodas e depois se arrepender é grande.Mas não encontrei nenhuma avaliação da mesma.Agora, depois de usá-la no meu dia-a-dia e testá-la,e ainda atendendo a pedidos de outros cadeirantes,resolvi fazer esta avaliação simples e objetiva.

DESIGN E ACABAMENTO:
                  Gostei muito do design e do acabamento impecável da Ventus que proporciona conforto e beleza com um visual limpo.

FIRMEZA E RIGIDEZ DO QUADRO:
                        A cadeira surpreende,pois é firme e não apresentou até o momento nenhum tipo de estalo nas poucas articulações que possui.E mesmo em piso irregular como asfalto desgastado,ela se manteve rígida,silenciosa e as rodas frontais possuem uma borracha que amortece o impacto.Mas deixo claro que o garfo não possui amortecedor.Só o Frog legs que pode vir na mesma,mas é um item opcional e nada barato.

OPÇÕES DE AJUSTES E REGULAGENS:
                        As rodas e garfos dianteiros possuem várias opções de ajustes,bem como as rodas traseiras no quesito avanço/recuo do centro de gravidade e  altura do assento.Todos esses ajustes devem ser feitos em conjunto conforme o manual e nível que vem junto para regular com precisão as rodinhas e garfos.Preenchi a folha de prescrição ao fazer o pedido com todas as medidas da cadeira,mas também de ajustes personalizados.Veio exatamente como especifiquei;exceto a altura do pedal.Mas foi fácil realizar o ajuste.Mesmo assim,fiz algumas outras regulagens no centro de gravidade ao avançar as rodas traseiras porque distribui o peso da cadeira entre as partes dianteira e traseira.Isto reduz o peso no toque da cadeira,mas é preciso fazer gradativamente e ir testando,pois quanto mais se avança as rodas,mais fácil a cadeira empina.As diversas opções de ajustes são fundamentais para que o cadeirante não só use uma cadeira,e sim "vista" a cadeira como um  molde oferecendo conforto e funcionalidade.

PESO:
                          Segundo o fabricante,o peso total é de aproximadamente 11 kg.Sem as rodas traseiras aproximadamente 8kg.
                             Gostei do peso e após os ajustes citados ficou ainda melhor.
                             Não desmonto e nem guardo ela no carro.Mas quem o faz para mim,diz ser prática e bem leve.Montada ou não,é uma cadeira bem compacta a ponto de caber desmontada no porta-malas do C3 com facilidade,deixando espaço de sobra e sem precisar retirar o tampo superior conforme a foto seguinte.

                    
                            Os únicos 2 pontos negativos,mas que não chegam a serem graves:
  1. O assento vem apenas com uma faixa de velcro na parte central(ver foto) porque a almofada opcional da cadeira possui velcro de fixação no mesmo posicionamento.A grande maioria das almofadas só pode ser fixada com duas faixas de velcro laterais.Por isso mandei costurar no assento que pode ser removido facilmente.
     2. Os protetores de roupa sem aba deveriam vir com friso na borda para evitar o contato direto com a chapa fina de alumínio e também servindo como acabamento.Na foto,consta o friso que eu mesmo coloquei.É vendido em lojas de borrachas para automóveis e compra-se na medida desejada por valor insignificante.No manual da cadeira consta foto com o friso que não veio no produto.
 
 
Itens que acompanham a cadeira:
 
1 Manual técnico para realização de ajustes;
1 Manual de utilização do produto;
(ambos bem explicativos)
1 chave para regulagem dos raios;
1 chave de parafusos;
2 olhos de gato para fixação nos raios das rodas.
1 nível para ajustes precisos do garfo e rodinhas.


 Aquisição da cadeira:
 
                           Fiz inúmeras pesquisas de preço e atendimento.Algumas empresas nem sequer me deram atenção. Na COMOIR encontrei um atendimento VIP e diferenciado,já que os proprietários são cadeirantes e não só comercializam os produtos,mas conhecem cada detalhe porque também fazem uso no seu dia-a-dia.Assim, falamos a mesma linguagem sem nenhuma dificuldade de entendimento até o fechamento da configuração final e formalização da compra.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

CNH quando? - Parte I

O Ministério Público Estadual,em reportagem na televisão,disse que tomaria medidas judiciais cabíveis com o intuito de obrigar o governo do Estado a reativar a junta-médica.Mas até o momento continua tudo na mesma. O absurdo persiste.Mas diante de uma câmera de tv,todo mundo "faz e acontece".Já na prática...                   
Pessoas com deficiência em ALAGOAS estão impedidas de tirar a CNH porque o Detran está sem junta-médica e o governo diz que não há previsão para resolver o problema.UMA VERGONHA!E quem são os prejudicados?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Muito além dos limites.





Uma história comovente; um exemplo de batalha pela vida.


No dia 2 de Maio de 1994, Luciana Scotti – uma filha carinhosa, uma jovem e bela mulher, formada em Farmácia pela USP, trabalhando no laboratório de uma multinacional, com planos de prolongar sua carreira na Itália – teve sua vida estilhaçada. Aos 22 anos, foi acometida por um Acidente Vascular Cerebral (AVC): permaneceu por quase dois meses inconsciente, diante da morte, até acordar do sono profundo e enfrentar na vida real o pesadelo de se ver muda e tetraplégica, embora com a consciência plenamente sã.
Culpa de quem? Do destino? De uma vida desregrada? De negligência médica? Conseqüência do uso de pílula anticoncepcional? Até hoje restam dúvidas sobre as causas de sua trombose cerebral, já que nenhum médico se dispôs a assinar um laudo definitivo.
Por ter uma energia vital vibrante, foi contradizendo todas as previsões médicas, saiu do estado vegetativo e iniciou sua batalha por uma qualidade de vida, mesmo estando gravemente deficiente. Sem mais poder falar e se movimentar, Luciana escreveu seu primeiro livro em 1998, que se tornou um grande sucesso: Sem asas ao amanhecer.
           Neste primeiro livro – cujas palavras foram dedilhadas ao longo de três anos num computador, com o único movimento que lhe restou em uma das mãos –, Luciana narra, em forma de diário, todo o seu sofrimento, sua saga pelos hospitais, os preconceitos e a moralidade social que teve de enfrentar, a impotência diante dos diagnósticos médicos, sua luta pela vida, suas histórias de amor, suas lembranças de menina e de mulher, e sua esperança em ter novamente um futuro. As palavras, segundo ela própria, saíram soletradas, engasgadas, ora revoltadas e tristes, ora plenamente poéticas e emocionantes.
Embora Luciana tenha sobrevivido física e mentalmente, sabia que, para continuar a viver de maneira plena, teria de superar sua revolta, suas mágoas e angústias por ter tomado um golpe fatal na juventude; teria de deixar de lado seu passado e seguir em frente, aprendendo a estar no mundo de uma forma bem diferente: sem movimento, em silêncio, e com o desejo permanente de ser feliz.
            Surpreendentemente, Luciana reconquistou seu mundo social e sua autonomia através do computador e da Internet, que hoje funciona como seu “telefone particular” e sua “sala de visitas”. Fez novos e queridos amigos e, mesmo conservando as seqüelas do Acidente Vascular Cerebral, Luciana continuou a batalhar pelos seus direitos.
            Trabalhando diariamente, com afinco e ainda com muita dificuldade, escreveu então seu segundo livro, lançado em julho de 99: A doce sinfonia de seu silêncio. Neste livro segundo livro, Luciana narra fatos, histórias e conquistas pessoais, e parece conversar intimamente conosco, desvendando suas intimidades, seus sonhos e fantasias, suas emoções e sensações, o redespertar de sua sexualidade, a descoberta do amor, mostrando que, mesmo deficiente, atingiu a plenitude de ser mulher. 
             Em 2000, estava pronta para enfrentar novas barreiras e retomar sua vida profissional original. Prestou exames e foi admitida no curso de pós-graduação da Faculdade de Farmácia da USP, e, em 2002, defendeu sua tese de Mestrado, emocionando a todos pela seu empenho, pelo seu trabalho e pela própria defesa de sua tese, pois, sem poder falar e se movimentar, usou os recursos de data show diante da banca examinadora, que a aprovou com louvor... Em 2003, lançou seu primeiro livro na área técnica, baseado em sua tese de mestrado: “Envelhecimento cutâneo à luz da cosmetologia”. Neste mesmo ano, foi aprovada nos exames e admitida para cursar o Doutorado também Faculdade de Farmácia da USP, na área de Cosmetologia. Luciana abriu, assim, um grande precedente na vida acadêmica, intelectual e profissional de nosso país, provando que sua capacidade vai muito além de sua imobilidade e de sua mudez...
              Luciana é um exemplo de valorização da vida, do essencial, do simples, do que não é visível aos olhos. Superou, de maneira quase inacreditável, terríveis problemas e hoje podemos percebê-la uma mulher bonita, vibrante, profissional, apaixonada, sofrida, feliz e madura. Podemos ver pelo brilho de seus olhos que está em busca de uma sabedoria própria, que resgatou um último fio de energia e dele fez o motivo de sua transformação.
  O caso de Luciana Scotti é único e fascinante, fala por si só, mas nos inspira também importantes assuntos, emergentes de sua própria experiência. Por isso, Luciana, acompanhada pela equipe da O Nome da Rosa Editora, se dispôs a percorrer dezenas de escolas, faculdades e empresas – que adotaram o livro Sem asas ao amanhecer com o intuito de motivar as pessoas a buscarem um sentido pleno para a vida – , respondendo (com a cartela de sinais e a “voz emprestada” de uma palestrante) às perguntas e aos temas que sempre a rodearam:
·       O uso indiscriminado e descuidado de pílula anticoncepcional pelas jovens, e as seqüelas que podem surgir;
·       A vida desregrada e falta de sentido para a vida;
·       Os erros médicos e a impunidade;
·       A dissociação entre sexualidade e afetividade;
·       Os pais como continentes para os problemas de seus filhos (a volta para o seio da família);
·       A Internet como veículo de comunicação para portadores de algum tipo de deficiência;
·       A discriminação social ainda com relação aos deficientes;
·       O amor movendo a vida e vencendo barreiras;
·       A importância da essência de cada um, em contraponto como nossa “embalagem”;
·       A minimização de nossos problemas cotidianos;
·       A valorização da própria vida.

Realmente, a história de Luciana Scotti faz diferença para muitos, pois é um exemplo genuíno de batalha e gosto pela vida...

Um depoimento atual de Luciana Scotti




Decorridos todos esses anos, percebi que sou uma pessoa muito sonhadora e também muito determinada. Se tenho um sonho, faço e farei de tudo para realizá-lo, não importa o que e como deva ser feito.
Observo que as pessoas perdem muito tempo pensando no que será ou não possível, no que poderão ou não fazer, se serão ou não capazes de realizar. Enquanto ocupam seu tempo apenas pensando, a vida vai escorrendo entre seus dedos. A vida, assim, deixa de ser vivida para ser simplesmente observada pelo olhar do tempo...
Acho que precisamos viver a vida, dar o máximo de nós, nos envolvermos com tudo e com todos, e principalmente com nossos projetos e ideais. Temos, sim, que sonhar o impossível, porque sem sonho nada é possível.
Sou assim porque amo viver, amo enveredar por caminhos desconhecidos, que embora muitas vezes sejam árduos, me tornam forte e sem medo. Sou assim porque amo ter metas e objetivos, quero conseguir realizá-los e assim perceber que tudo fica mais fácil quando dou mais de mim mesma.
É claro que erro, me desiludo, sofro, choro, chego ao fundo do poço... Mas tudo isso, como também sonhar, faz parte da vida.
O importante para mim, ao final de tudo, é usar de todas estas experiências como um eficaz aprendizado para eu continuar a batalha do meu dia-a-dia e ser feliz. 

Dica de Leitura.

            
             O livro "A revolução sexual sobre rodas - conquistando o afeto e a autonomia" promete jogar luz num universo pouco comentado ou considerado: a vida sexual das pessoas portadoras de deficiência. Seu autor, o psicólogo Fabiano Puhlmann Di Girolamo, fala com propriedade do tema: além de ser membro docente da Sociedade Brasileira de Sexologia Humana e especialista em integração de pessoas portadoras de deficiência, é também portador de paraplegia, adquirida em acidente.
          O livro enfoca o desconhecido universo sexual da pessoa humana e os problemas que a deficiência pode trazer. Apresenta proposta de mudanças e convida o leitor a voltar ou aprender a viver com autonomia.Segundo Puhlmann, todo ser humano é um ser sexual. "Ser deficiente físico não faz a diferença em termos de sexualidade. Não existe sexualidade diferente. Não existe uma parada na sexualidade, só porque a pessoa ficou deficiente", destacou. O autor ressaltou que a deficiência física chega na vida das pessoas como alguém que não foi convidado, uma visita inesperada. "Vem comprometer sua vida, e obriga-lo a se movimentar, a enfrentar o sofrimento emocional". Segundo ele, é preciso dizer "não" aos remédios que dopam, não às pessoas que deixam quem possui deficiência sem informação, alienadas do que está acontecendo. "Apesar do sofrimento emocional, é preciso saber todas as facetas da verdade que você está passando. A imagem que as pessoas têm é a imagem que você mesmo faz. Em geral, é totalmente desfavorável, a sociedade vê o deficiente como se fosse um incompetente, um não eficiente, mas isso é uma imagem preconceituosa e não a realidade; a realidade é o que você é", afirmou. 
 
POTÊNCIA SEXUAL
 
           No livro, Fabiano aborda a questão da insensibilidade física. Como desenvolver a sexualidade, se a pele não responde a carícias ou estímulos sexuais? O autor lembra que o medo da impotência sexual é muito presente nos homens. "Muitas vezes há necessidade de tratamento, só que o homem tem vergonha de falar. O médico também não fala nada, vai passando o tempo, a pessoa vai perdendo os vínculos afetivos, vai evitando ter intimidade. Tudo por causa do medo. Há várias formas e recursos, hoje, para se conseguir a potência sexual", destacou, acrescentando que seu conceito de sexualidade não se restringe às partes genitais, mas abrange o corpo todo.Puhlmann ensina a conquistar prazer, retomando a vida. "O que se tem que fugir na deficiência física, é da paralisia. E a pior paralisia é a paralisia da própria vida. Tem-se que mudar a cabeça, mudar a postura, aceitar a deficiência, aceitar a cadeira de rodas. Voltar a ser o que era antes, mesmo sendo deficiente. Se tem que usar a cadeira, que seja da cor que você goste, que não seja peso para ninguém", disse. No livro, Fabiano dá dicas de namoro, para homens e mulheres, e ensina como brilhar e fazer brilhar. "Conquistar alguém é arriscar ser feliz ou sofrer. Deve-se arriscar sempre, se há interesse por alguém. Deve-se usar o brilho pessoal e não ter medo. Não achar que toda vez que uma pessoa diz um não é porque você ficou deficiente, é gorda, é velha, não tem um carro do ano, não ganha o suficiente. A pessoa diz não quando não se usa a estratégia certa, não se suga o sonho da pessoa". O autor destacou, ainda, que o homem portador de deficiência pode se tornar o provedor da família em todos os aspectos, inclusive fazendo com que a mulher se sinta protegida, segura. "Agora chegou a vez do deficiente ter direito a todos os aspectos da vida, inclusive o da sexualidade. O gancho é a autonomia. Se a pessoa busca a autonomia, a sexualidade acontece naturalmente", finalizou. O livro "A revolução sexual sobre rodas - conquistando o afeto e a autonomia" foi lançado pela editora O Nome da Rosa e está à venda nas livrarias.
Também pode ser solicitado ao autor pelo e-mail: ibnlpuhl@uol.com.br.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cadeirante é multado por estacionar na vaga para deficiente.


Multado na vaga que ajudou a criar.

Mesmo com licença, escritor já foi autuado três vezes por estacionar em área para deficiente.

 

Caio do Valle - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O escritor Marcelo Rubens Paiva, de 54 anos, autor de livros como "Feliz Ano Velho" e "Malu de Bicicleta", decidiu escrever sobre o trânsito de São Paulo. Dessa vez, no entanto, abriu mão de seus atributos de ficcionista. Tratou, sim, da realidade de um cadeirante nas ruas da capital paulista. Multado três vezes por estacionar o carro em vagas para pessoas com deficiência, ele se intrigou, já que sempre exibiu a licença para portadores de necessidades especiais.
Revoltado com a situação, o romancista (que também assina uma coluna no Estado) publicou um desabafo em seu blog, hospedado no portal estadão.com.br, em um texto intitulado "Bullying municipal". "Estranhamente, comecei a ser multado, mesmo tendo a licença. Não foi uma. Foram três vezes. Em vagas que me são familiares. Sim, nos horários em que parei. As placas dos carros que uso estão corretas. Os carros estão no meu nome. A licença, tirada na Prefeitura, idem. Estou lá cadastrado. Não checaram."

Na última autuação, datada de fevereiro e testemunhada por ele, parece ter descoberto o que vem acontecendo. Depois de parar o carro na altura do número 709 da Alameda Tietê, nos Jardins, na zona sul, em uma vaga indicada para deficientes, passou pela rua uma viatura da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Rubens Paiva estava na calçada do Bar Balcão, conversando com amigos. Reparou no veículo oficial, dentro do qual um marronzinho olhava para seu carro.

"Acenei para o guardinha e falei: 'Opa, o carro é meu e a licença está no para-brisa.' Dei um tchau e ele foi embora. Mas depois chegou essa multa", disse ontem à reportagem, por telefone. O incômodo do escritor é principalmente pelo fato de o agente de trânsito não ter descido da viatura para checar se o documento que o permite estacionar ali de fato estava à mostra. "Estão fiscalizando uma coisa de forma errada e punindo quem está certo."

Ironicamente, Rubens Paiva foi a primeira pessoa de São Paulo a receber a licença que autoriza deixar o carro em espaços dedicados a portadores de deficiência,  ainda na gestão Paulo Maluf (1993-97). Foi ele quem incentivou a Prefeitura a criar esse mecanismo de estacionamento, inspirado no que viu nos Estados Unidos. Chegou a participar da solenidade da entrega das vagas pioneiras para deficientes, na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, na zona oeste, que já não existem mais.
O incômodo é principalmente pelo fato de o agente não ter descido da viatura para checar se o documento estava à mostra. "Estão fiscalizando de forma errada e punindo quem está certo."
“Acenei e falei: ‘Opa, o carro é meu e a licença está no para-brisa’. Dei tchau e ele foi embora." - Divulgação
Divulgação
“Acenei e falei: ‘Opa, o carro é meu e a licença está no para-brisa’. Dei tchau e ele foi embora."
O autor recorreu, enviando fotos do carro com a licença, mas, há poucos dias, recebeu a resposta do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV): seu pedido de revisão da multa foi rejeitado. A infração custa R$ 53,20, além de três pontos na carteira.
"Os guardinhas não saem do carro para ver a licença. Acham que ninguém tem, que todo mundo para por malandragem." A Secretaria Municipal dos Transportes informou que "o condutor não portava o cartão Defis em área visível no carro". E que o recurso não era "uma defesa baseada em formalidades do auto de infração".
A cidade tem 786 vagas para pessoas com deficiência nas ruas. Em 2012, segundo a CET, foram lavradas 8.028 autuações para quem as usou irregularmente. Mas, ao menos uma dessas multas (a primeira infração para Rubens Paiva foi registrada em dezembro) pode ter sido anotada por engano.
Ouça entrevista de Marcelo Rubens Paiva na Rádio Estadão.

Fonte:  http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,multado-na-vaga-que-ajudou-a-criar,1039272,0.htm

Shopping Farol,em Maceió, comete um grave erro de acessibilidade.

BANHEIRO DO SHOPPING FAROL em Maceió NOTA 0 (ZERO) em acessibilidade.Vejam na foto que ao tentar entrar,a porta não fecha e me impede de chegar até o vaso que está atrás da mesma.E vejam também na outra foto que mesmo se a porta fechasse normalmente,não há espaço pra cadeira ao lado do vaso sanitário e nem existem barras de apoio.Ainda tá escrito na porta: EXCLUSIVO PARA CADEIRANTE.
Será que o shopping e seu belo engenheiro sabem o que é ser cadeirante?




Projeto de Sarney reduz contratação de percentual de pessoas com deficiência.



Na aprovação do PL 112, número de contratações de pessoas com deficiência em empresas privadas será reduzido dos atuais 5% para 3%.Clique no link a seguir e leia a matéria na íntegra.

http://www.netoferreira.com.br/poder/2013/06/projeto-de-sarney-reduz-contratacao-de-percentual-de-pessoas-com-deficiencia/